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Paróquia São Camilo de Léllis,

"Uma obra de fé, abençoada pelo espírito comunitário dos cristãos da Mata da Praia".

Comunidade Nossa Senhora da Paz

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Criação

A primeira missa foi realizada em frente aos prédios próximos à praia e até uma procissão foi improvisada até a esquina da rua onde as pessoas, ainda tímidas, cantavam "O Povo de Deus". Os carros que passavam por ali paravam e as pessoas observavam aquele ato inusitado no bairro Mata da Praia. Foi quando começou a nova evangelização nos prédios.

Trabalhos

A comunidade passou a usar as dependências das áreas de lazer dos prédios para os seus encontros. Aos poucos foram sendo formadas equipes de batismo, crisma, cattequese, acolhimento aos doentes dos prédios e visita às irmãs de Calcutá.
Hoje, a Nossa Senhora da Paz se reúne para a celebração da Palavra e o Curso da Palavra. Há também o serviço voluntário toda semana em que alguns membros se reúnem para levar lanches ao Hospital Infantil.

Região de Abrangência

Veja as ruas que compõem a comunidade neste mapa da comunidade

 

Padroeira


História da devoção a nossa Senhora da Paz

I – ORIGEM

A origem da devoção a Nossa Senhora da Paz tem suas raízes na cidade de Toledo, na Espanha. Existiu nessa cidade um templo consagrado a Maria Santíssima, muito venerado pelos fiéis, porque aí a Rainha dos Céus tinha visitado e agraciado Santo Ildefonso; entretanto, foi ele transformado pelos mouros em mesquita e profanado com cultos e ritos de sua falsa religião.

Quando no ano de 1085 o rei Afonso VI tomou a cidade, viram os cristãos com grande pesar, que, nos tratados jurados por ele, ficava o templo em poder dos mouros. Partindo Afonso VI para Castela, deixou em Toledo sua esposa a rainha D. Constança e o eleito Arcebispo D. Bernardo, os quais, sentindo o desejo ardente dos cristãos e levados também pelo impulso de seus sentimentos que julgavam indigno estar o templo principal em poder dos inimigos, resolveram assaltá-lo uma noite, com pessoas armadas e apoderar-se dele. E assim o fizeram.

Indignado o rei por não ter sido respeitado seu juramento, dirigiu-se à cidade resolvido a castigar severamente os principais autores daquela afronta. Grande foi o contentamento dos mouros em contraste com a tristeza dos cristãos.

Vendo os cristãos que o rei já se achava às portas da cidade, saíram em procissão pelas ruas, vestidos de luto e cilício implorando clemência; outros no templo, de joelhos imploravam a Maria Santíssima que tocasse o coração do Monarca. Eis que, realmente, opera-se o milagre! Seu coração abranda-se inteiramente.

Os mouros que antegozavam com o castigo que cairia sobre os cristãos e a vingança de sua injúria, começaram então, a recear que tudo aquilo voltasse contra eles, cerceando-lhes a liberdade, tornando-lhes a vida dura e insuportável. Pressurosos, apresentaram-se ao rei e, prostrados a seus pés, suplicaram-lhe que perdoasse a Rainha e o Arcebispo, deixando em poder dos cristãos aquele templo. Acedeu o rei com prazer aquele pedido, transformando a sua tristeza em alegria.

Entrou a procissão triunfante na cidade, e, dirigindo-se ao templo da Virgem, renderam-lhe graças por lhes haver outorgado a paz à cidade de Toledo. E para que se perpetuasse na memória essa graça tão singular, instituiu-se a “Festa de Nossa Senhora da Paz”.

II – PROPAGAÇÃO DESTA DEVOÇÃO
As calamidades e as turbulências dos tempos propagaram por toda a parte essa devoção; os reis e capitães não partiam para as lutas sem virem prostrar-se primeiro aos pés de Maria Santíssima para pedir-lhe sua proteção e bênçãos.

Depois já não se contentavam em invocá-la em Toledo; queriam-na todos os guerreiros em seus acampamentos, e, para satisfazer a devoção de todos, fizeram-se imagens de diversos tamanhos da Virgem da Paz, as quais nas igrejas das cidades, nos acampamentos durante a guerra e nos palácios dos nobres nas épocas de paz recebiam as homenagens e as súplicas de seus filhos.

A cruzada de oito séculos contra o poder muçulmano atraiu constantemente a terras espanholas cristãos de todos os países. O perigo dos mouros em fins do século VII foi uma dessas ocasiões em que a todas as forças espanholas coligadas, aliaram-se muitos estrangeiros, principalmente franceses. 

A imagem de Maria, a Virgem da Paz de Toledo, depois de abençoar os campos cristãos desde seu trono da cidade imperial, acompanhou-os nos caminhos e na batalha das “Navas de Tolosa”, exaltando os ânimos e concedendo-lhes a vitória. Os nobres franceses viram como um favor especial o direito de levarem algumas daquelas imagens e legarem-nas a seus filhos e descendentes como o melhor tesouro de família.

III – ORIGEM DA DEVOÇÃO NA FRANÇA
No reinado de Henrique III de França, encontramos uma dessas imagens venerada e em poder do duque de “Lá Joyosa”, tão conhecido posteriormente com o nome de “Padre Angel”. Este piedoso cavalheiro que via nessa imagem o principal tesouro e mais rico ornamento de sua casa fez construir uma capela em seu próprio palácio situado à Rua Santo Honorato e a expôs à veneração dos católicos de Paris. 

Confinando com o palácio do duque havia um convento de Capuchinhos, cujo aspecto mesquinho e miserável se dizia bem com a pobreza e a austeridade dos filhos e São Francisco, e servindo para as obras de caridade que naquele bairro se tinham estabelecido. A piedade de Henrique III transformou o convento num grande mosteiro que mandou construir à sua custa, para o qual deu o duque grande parte das suas fazendas, nas quais se achava a capela da Virgem da Paz.

Por este motivo foi necessário destruir a capela, mas, não querendo privar o povo daquela imagem que com tanto proveito de suas almas tinham aprendido a venerar, colocou-a num nicho à porta do convento dos Capuchinhos.

IV – MILAGRES
Dizem as memórias daquela época que durante muitos anos viu-se aparecer todas as noites uma luz resplandecente que parecia chamar e estimular os fiéis para que acudissem solícitos a venerar a Rainha da Paz.

Entre os visitantes mais assíduos distinguiu-se um jovem que durante vários anos ia todos os sábados à tarde, levar flores à Virgem e orar devotamente ajoelhado ante a imagem, desaparecendo depois sem que ninguém pudesse averiguar quem era, nem de onde vinha, confessando, porém, unanimemente a piedade popular, tratar-se de um anjo que vinha honrar sua Rainha.

Com este fato maravilhoso e muitos outros que se seguiram, aumentou a devoção do povo e em breve criticava-se aos padres Capuchinhos de terem uma imagem daquelas tão maravilhosa, exposta às inclemências do tempo e às irreverências da rua. Muitos religiosos e sacerdotes solicitaram o favor de levar a imagem para suas igrejas, mas compreenderam logo que seria injusto privar dela os padres Capuchinhos que a tinham recebido do padre Angel de La Joyosa, cujos restos mortais repousavam na igreja do convento.

Eles também desejavam colocá-la em lugar seguro e mais decente, e deste modo, determinaram trasladá-la para o interior da igreja junto ao túmulo do padre Angel.

Seguiram multiplicando-se os milagres e em breve, pronta a capela, era pequena para a devoção dos fiéis e peregrinos. A Duquesa de Guisa, filha do duque de Joyosa e herdeira dos sentimentos de seu pai para com a Virgem da Paz, projetou a construção de uma capela mais ampla na própria igreja dos padres Capuchinhos; a morte, porém, não a deixou realizar o seu desejo. Os herdeiros respeitaram, entretanto, sua última vontade e construíram a capela, para a qual foi trasladada a Virgem da Paz, a 9 de Julho de 1652.

Levou-a o Nuncio Apostolico, sendo escoltada pelo rei, pela rainha e toda a corte. Sua Santidade o Papa confirmou os favores da Rainha da Paz, concedendo perpetuamente uma indulgência plenária a todos que visitarem sua capela no dia de sua trasladação, mandando que nesse dia seja cantado o ofício da Imaculada Conceição.

No ano de 1658, adoecendo Luiz XIV na cidade de Calais, as pessoas mais notáveis da corte fizeram fervorosas preces à Virgem, pedindo-lhe saúde para o enfermo. A Duquesa de Vendome começou uma novena à Virgem da Paz e a 9 de Julho, último dia da novena, soube-se que o rei estava fora de perigo. Convencidos os reis e a corte de que a cura tinha sido obra da Rainha da Paz, ao voltar a Paris no dia 16 de Agosto, dirigiram-se à Igreja dos Capuchinhos para render graças à Virgem; e a rainha quis que para perpetuar a memória ficasse este milagre gravado em um quadro na capela de Nossa Senhora da Paz.

Oração a Nossa Senhora da Paz

 Ó, Maria, doce Mãe de Jesus Cristo, o, Príncipe da Paz, eis a vossos pés vossos filhos tristes, perturbados e cheios de confusão, pois afastou-se de nós a paz por causa dos nossos pecados. Intercedei por nós para que gozemos a paz com Deus e com nosso próximo, por vosso Filho Jesus Cristo Ninguém pode dá-la, senão este Jesus que recebemos de vossas mãos. Quando nasceu em Belém, os anjos nos anunciaram a paz e quando Ele abandonou o mundo, no-!a prometeu e deixou-a como Sua herança. Vós, o, Bendita, que trazeis sobre os vossos braços o Príncipe da Paz, mostrai-nos este Jesus e deitai-o em nosso coração. Ó, Rainha da Paz, estabelecei entre nós o vosso reino e reinai com vosso Filho no meio do vosso povo que, cheio de confiança, se recomenda à vossa proteção. Afastai para longe de nós os sentimentos de amor próprio, expulsai de nós o espírito de inveja, de maldição e de discórdia. Fazei-nos humildes na fortuna, fortes em paciência e em caridade nos sofrimentos, firmes e confiantes na Divina Providência. Abençoai-nos dirigindo os nossos passos no caminho da paz, da união e da mútua caridade, para que, formando aqui a vossa família, possamos no céu bendizer-vos e a vosso divino Filho por toda a eternidade. Assim seja.

 (Fonte do Histórico: site da Paroquia Nsa. Sra. da Paz - Rio de Janeiro)